Imagine acordar cedo, caminhar até a beira da água e dar de cara com um mar. A areia é clara, a água tem aquele azul-esverdeado de cartão-postal e o horizonte parece não ter fim. Agora imagine mergulhar e perceber que a água não tem sal, que não existe onda e que a maré quem manda é um rio. Seja bem-vindo a Alter do Chão, a vila do distrito de Santarém, no Pará, que o Brasil apelidou de Caribe Amazônico.
O rio que vira praia
O segredo está no Tapajós. Suas águas são doces e transparentes, e durante boa parte do ano o rio baixa e deixa à mostra bancos de areia que se estendem por quilômetros. Os especialistas contam que esses bancos aparecem por cerca de seis meses, e é nesse período que a vila ganha o cenário que virou fama mundial.
Em 2009, o jornal britânico The Guardian chamou Alter do Chão de a mais bela praia de água doce do planeta.

A ilha que vem e vai
O cartão-postal mais famoso da vila é a Ilha do Amor, uma península de areia branca bem em frente à orla. Ela fica exposta entre agosto e dezembro, quando o rio baixa, e desaparece sob a água na cheia, de janeiro a julho. Para chegar lá, basta uma travessia curta de canoa, feita pelos catraieiros, os barqueiros que conhecem cada metro do rio.
Essa dança entre rio e areia faz de Alter do Chão um destino que muda de cara ao longo do ano. Quem volta em outra estação descobre outra paisagem, e quase sempre se apaixona por ela também.
Duas Alters em uma
Na seca, o melhor momento para as praias vai de agosto a novembro, com o auge entre setembro e novembro, céu aberto e temperaturas na faixa dos 25 a 32 graus. Na cheia, entre dezembro e junho, o rio sobe e abre caminho para navegar entre áreas alagadas da floresta. É a época em que lugares como a Floresta Encantada só se alcançam de canoa, e em que a fauna costuma se mostrar mais.

Como viver esse cenário de verdade
Ver a Ilha do Amor da orla é lindo. Entrar de lancha e descobrir as praias que ficam rio acima e rio abaixo muda a escala da viagem. Pontas de areia como Ponta do Cururu, Ponta do Caxambu, Pindobal e Ponta do Mureta aparecem uma atrás da outra, quase sempre vazias, com água morna e silêncio. Foi para isso que a Sol Ecoturismo Alter do Chão criou os roteiros Interpraias: paradas longas nas melhores praias, almoço de pé na areia e o pôr do sol de despedida sobre o Tapajós.
Se a sua viagem cair na seca, reserve um dia inteiro para as praias. Se cair na cheia, escolha a floresta e os igarapés. Nos dois casos, o Caribe Amazônico vai estar esperando por você.



